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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Harry Potter and the Deathly Hallows

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 chega aos cinemas na próxima sexta-feira (19) e abre o fim da saga construída pela inglesa J.K. Howling, desde 2000 adaptada para o cinema em sete filmes.

Agora, quando Harry Potter (Daniel Radcliffe), Hermione Granger (Emma Watson) e Rony Weasley (Rupert Grint) estão incumbidos de defender a magia que aprenderam – e a própria vida –, o clima de terror que caracterizou os títulos anteriores, principalmente Harry Potter e o Enigma do Príncipe, dão lugar a uma corrida contra o tempo com tantas perseguições que os personagens parecem, aos olhos do espectador, refugiados de guerra.

A guerra existe e, como é próprio dela, não há escolha além da destruição do adversário. A morte do bondoso Alvo Dumbledore (Richard Harris e Michael Gambon) e o advento do terrível Lord Valdemort (Ralph Fiennes) – ocorridas nos filmes anteriores – opõem dois futuros possíveis para a escola Hogwarts.

A história de disputas adolescentes e bruxinhos simpáticos com noções primárias de poder evoluiu para um bem intrincado roteiro de trapaças, traições e chantagens, protagonizado por personagens amadurecidos. Amizades foram provadas sob fogo e responsabilidades pesaram cada vez mais, para além da escola onde se ambientou a saga. Hogwarts passa como uma nota de rodapé em Relíquias da Morte. Justifica-se, há um mundo e não apenas os intramuros de uma escola a ser defendido.

Ao contrário dos outros filmes da saga, essa batalha adentra o mundo humano. Cenários fantásticos entremeiam ruas de Londres, florestas e uma praia: é nesses lugares, estranhos aos apreciadores dos filmes da série, que os protagonistas se refugiam quando têm a vida posta em risco.

Os conflitos são apresentados com tanta urgência e demandam escolhas tão complexas que só ressaltam o quanto J.K. Rowling e os diretores das adaptações cinematográficas souberam manejar a evolução dos personagens e, por consequência, do seu público ao longo dos últimos 13 anos.

Se a fuga permanente de Harry, Hermione e Rony por paisagens ermas brecam o ritmo do filme, ao menos servem para esmiuçar os desafios que os aguardam e reforçar os laços que unem os três, como a sequência em que compartilham a leitura de trechos de Os Contos de Beedle, O Bardo, representado por uma belíssima animação.

Em que pese o suspense de meia dúzia de embates, Relíquias da Morte acrescenta pouco ao fazer cinematográfico, como foi o caso de O Prisioneiro de Azkaban, empreitada do mexicano Alfonso Cuarón, mas serve como perfeito prólogo da batalha final, que acontecerá no próximo e último filme da série, que deve ser lançado em meados de 2011. É de tirar o fôlego o que se anuncia, mas será assim na realidade?
Chris Columbus, diretor dos dois primeiros filmes, fez um trabalho maravilhoso de adaptação e deixou os fãs quase que inteiramente contemplados, infelizmente ele não aguentou a pesada rotina que sua grande competência exigia e teve que passar a peteca... Alfonso Cuarón colocou no filme leves toques de sua cultura mexicana, mas não chegou a atrapalhar o andamento do filme, que foi belíssimo por sinal. Mike Newell fez a tão esperada direção do 4° filme e simplesmente acabou com o torneio tribruxo! Foi deprimente a maneira com que a competição foi cortada e resumida, sem contar com a ignorância completa nos usos dos feitiços! Fico puto!
Depois dele veio a "belezura" atual do David Yates, diretor dos filmes 5 e 6 que, caso eu o encontre na rua, ele não escapa sem pelo menos um murro no pé da orelha! O filme da Ordem da Fênix até que foi digerível por ele ter cortado algumas partes realmente necessárias, mas o que ele fez com O Enigma do Príncipe foi IMPERDOÁVEL! Transformar a brilhante narração de J.K. Rowling num romance adolescente barato é algo que ele pagará eternamente e levará para o túmulo! Espero que ele tenha recebido críticas suficientes para melhorar essa última adaptação... Esperemos e veremos!

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